PARTE TUA

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Minha palavra de ordem no momento, é prazo.
a vontade é deixar tudo pra depois do natal, porque já estou naquela fase do "ano que vem vejo isso".
estamos praticamente em dezembro, depois carnaval e, aí sim, em março posso produzir novamente. meu intelecto tem um calendário todo prontinho, é perigoso mexer nele. dá pane.
artigo pro dia seis de novembro e eu aqui pensando em árvore de natal.
C. - 6:00 PM

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Tudo de mais amplo e impreciso.
é disso que é feito.
C. - 3:56 PM

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

O cheiro de bolo no forno, as cervejas gelando, um certo burburinho feliz, o telefone insistente e sua voz de madrugada inaugurando meus 31, confirmam que este 18 de outubro é todo meu.

então, tal qual em oração, repito em voz baixa, cadenciada e firme: sim, eu quero MAIS.

post scriptum: e ainda ganhei dela uma das coisas mais bonitas que já recebi de aniversário. tia, você me fez chorar.
C. - 2:16 PM

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Nestes sete dias que antecedem meu aniversário, ando toda ritual. e tenho achado bonito esse momento de introspecção e de fé em mim e naquilo que não consigo explicar.
ainda mais para alguém como eu, onde essa sensação se faz quase inédita. sempre (quase) cética, ainda que tenha algo que quase (sempre) escapa.

e, como nunca cri em coincidências, ontem relia Caio para um artigo que devo enviar em novembro; e então escapou, assim aleatoriamente, uma carta dele para Maria Lídia Magliani, de 10/09/91, cujo trecho transcrevo aqui:

"Anotar na agenda mental: reler Fernando Pessoa, principalmente Alberto Caeiro (em anexo poema de Ricardo Reis); re-ouvir Terra de Caetano; reler aqueles poemas zen póstumos de Cecília Meireles. Ou não reler nem ouvir nada.
Pegar as pedras fortemente e apertá-las contra o peito, comprimir a cabeça e o corpo inteiro contra as árvores, pisar descalço na terra, colocar balas e doces (sempre em número ímpar) ao pé das árvores grandes para os duendes e devas e erês comerem e ficarem teus amigos, deixar na cabeceira toda noite copos de água com açúcar para as fadas virem beber de madrugada.
Acender velas para chamar Luz, jogar rosas amarelas nas águas dos rios para Oxum. Coisas assim: ritualizar, para dialogar com O Mistério. Para que ele te/nos proteja. Coisas claras, panos brancos, incensos e flores.
Purificar, purificar o que na essência da nossa condição humana é pura e medonha treva de desconhecimento de todos os porquês."

porque ando assim. emocionada. quase tola. e forte.
C. - 12:10 PM

Sono agitado.
dormindo e despertando na cadência da trilha sonora insistente, do rádio que acompanha baixinho minhas noites.
sonada, coisas entre bethânia, caetano e chico que me faziam balbuciar trechos desconexos para, em seguida, voltar ao sono voluntarioso.
letras embaralhadas, como um sonho dentro do sonho, e, talvez como uma das últimas lembranças desse 'desdormir', tive:

"De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não (...)"
C. - 12:04 PM

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Setembro passou e nem vi. de tão entocada em casa e em mim, as coisas ganharam um ritmo particular. e nesse momento, em que os 31 se aproximam, quero distância de coisas e pessoas específicas e aproximação cada vez maior, na cadência boa e leve, daquilo que me faz bem: amigos sinceros, bebida boa e amor fresco.
outubremos, então.
C. - 7:53 PM

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Pé de pato, mangalô, três vezes!
C. - 1:51 PM

Terça-feira, Outubro 03, 2006

Escrevo como quem te beija pelo dia de hoje.
ando em dias de aguardo, de dizeres incompletos, de ansiedade áspera e prazos escassos.
ando urgente.
mas ainda que falte um pouco de tudo e que até mesmo as palavras, sempre voluntariosas, imponham a mim um quase castigo pelo descaso com que as venho tratando, ainda que o todo pareça estar em suspensão, é preciso dizer que. parte tua.
C. - 6:17 PM


















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