Eu sorrio e sou cordial. eu aparento estar com tudo sob controle. eu não entro em detalhes. essa tentativa de. é pesada demais.
C. - 8:38 PM
Preciso de uma idéia brilhante e uma solução imediata. preciso de mágica. pra mim. em mim. e rápido.
C. - 8:19 PM
Quinta-feira, Julho 13, 2006
Todo mundo ansioso com o congresso. todo mundo apressado com os trabalhos finais. todo mundo trabalhando boas questões. todo mundo menos eu, que fico aqui com tudo isso pendente; pensando na vida, olhando pra trás ou pra frente demais. gripe, cansaço e desânimo.
eu sou minha maior sabotadora.
eu sou minha maior sabotadora.
C. - 7:03 PM
Domingo, Julho 02, 2006
Quando peguei "O Caçador de Pipas" pra ler, tinha a mesma impressão que ela: deve ser mais um daqueles livros que vendem muito e acrescentam pouco.
protelei bastante o início da leitura, furei a fila com outros que esperavam há menos tempo, deixei de lado, penúltimo no monte que aguarda minhas prioridades literárias no criado mudo.
até que num dia desses que circundam a copa do mundo, dias onde tudo fica postergado sem a menor culpa, respirei fundo e comecei.
e quanto tempo perdi ao adiar esse encontro. "O Caçador de Pipas", de Khaled Hosseini, é mais do que um livro que vende muito, é uma leitura que pede, pega, prende você.
ao falar fundamentalmente da culpa e da nossa infinita incapacidade de nos perdoar, jogou em mim um espelho tão límpido que ficava difícil me separar de Amir e Hassan e de tantas e muitas e todas as fraquezas que temos. porque nem sempre, quase nunca, se é grande de fato.
não foram poucos os momentos em que doía respirar e ler ao mesmo tempo; porque se existe uma coisa no mundo que nem a mais bela história consegue aplacar é a vasta culpa que trago comigo.
costumo dizer que a auto-indulgência é uma grande característica minha, mas no fundo, bem no fundo, não é bem assim. existem culpas e culpas e esta última nenhuma boa vontade para comigo mesma consegue apagar.
morro de culpa por tanta gente que magoeei por querer, sem querer ou em dúvida; morro de culpa por projetos não realizados por pura indisciplina; morro de culpa por não ter demonstrado tanto amor quanto deveria. e sentia.
mas em meio a tanta culpa, esqueço, relevo, jogo pro fundo do grande mar azul; tal qual Amir fez por vinte anos. porque nem sempre, quase nunca, se é grande de fato.
mas tentamos. e isso deve fazer alguma diferença. ou não.
protelei bastante o início da leitura, furei a fila com outros que esperavam há menos tempo, deixei de lado, penúltimo no monte que aguarda minhas prioridades literárias no criado mudo.
até que num dia desses que circundam a copa do mundo, dias onde tudo fica postergado sem a menor culpa, respirei fundo e comecei.
e quanto tempo perdi ao adiar esse encontro. "O Caçador de Pipas", de Khaled Hosseini, é mais do que um livro que vende muito, é uma leitura que pede, pega, prende você.
ao falar fundamentalmente da culpa e da nossa infinita incapacidade de nos perdoar, jogou em mim um espelho tão límpido que ficava difícil me separar de Amir e Hassan e de tantas e muitas e todas as fraquezas que temos. porque nem sempre, quase nunca, se é grande de fato.
não foram poucos os momentos em que doía respirar e ler ao mesmo tempo; porque se existe uma coisa no mundo que nem a mais bela história consegue aplacar é a vasta culpa que trago comigo.
costumo dizer que a auto-indulgência é uma grande característica minha, mas no fundo, bem no fundo, não é bem assim. existem culpas e culpas e esta última nenhuma boa vontade para comigo mesma consegue apagar.
morro de culpa por tanta gente que magoeei por querer, sem querer ou em dúvida; morro de culpa por projetos não realizados por pura indisciplina; morro de culpa por não ter demonstrado tanto amor quanto deveria. e sentia.
mas em meio a tanta culpa, esqueço, relevo, jogo pro fundo do grande mar azul; tal qual Amir fez por vinte anos. porque nem sempre, quase nunca, se é grande de fato.
mas tentamos. e isso deve fazer alguma diferença. ou não.
