Há dias não paro de ouvir. compulsivo, diria, como quase todas as minhas paixões.
letra do Cacaso e Sueli Costa, lindamente interpretada pela Simone. o Cacaso é um dos caras sensacionais que estudo na pesquisa. e quanto mais se lê, mais se quer.
Face a Face
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
Morena quando repenso o nosso sonho fagueiro
O céu estava tão denso, o inverno tão passageiro
Uma certeza me nasce, e abole todo o meu zelo
Quando me vi face a face fitava o meu pesadelo
Estava cego o apelo, estava solto o impasse
Sofrendo nosso desvelo, perdendo no desenlace
No rolo feito um novelo, até o fim do degelo
Até que a morte me abrace
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
Morena quando relembro aquele céu escarlate
Mal começava dezembro, já ia longe o combate
Uma lambada me bole, uma certeza me abate
A dor querendo que eu morra, o amor querendo que eu mate
Estava solta a cachorra que mete o dente e não late
No meio daquela zorra, perdendo no desempate
Girando feito piorra, até que a mágoa escorra
Até que a raiva desate
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração.
letra do Cacaso e Sueli Costa, lindamente interpretada pela Simone. o Cacaso é um dos caras sensacionais que estudo na pesquisa. e quanto mais se lê, mais se quer.
Face a Face
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
Morena quando repenso o nosso sonho fagueiro
O céu estava tão denso, o inverno tão passageiro
Uma certeza me nasce, e abole todo o meu zelo
Quando me vi face a face fitava o meu pesadelo
Estava cego o apelo, estava solto o impasse
Sofrendo nosso desvelo, perdendo no desenlace
No rolo feito um novelo, até o fim do degelo
Até que a morte me abrace
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
Morena quando relembro aquele céu escarlate
Mal começava dezembro, já ia longe o combate
Uma lambada me bole, uma certeza me abate
A dor querendo que eu morra, o amor querendo que eu mate
Estava solta a cachorra que mete o dente e não late
No meio daquela zorra, perdendo no desempate
Girando feito piorra, até que a mágoa escorra
Até que a raiva desate
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração.
C. - 2:15 PM
Sábado, Junho 24, 2006
Procuro uma coisa bem bonita pra colocar aqui. aqui, sabe?
...
e quem não procura?
...
e quem não procura?
C. - 10:40 PM
Estou virando mestre em inventar drinks, fazendo cronologias intermináveis, produzindo relatórios em massa e não conseguindo completar frases com o mínimo de coerência. eis minha vida atual, cheia de desafios e loucuras. u-hu.
C. - 7:20 PM
Domingo, Junho 18, 2006
Não consigo inserir os links aqui, não consigo ler tudo que me aguarda, não consigo terminar os relatórios da pesquisa, não consigo preparar aulas.
não consigo.
não tenho conseguido.
ando em dias de impossibilidades. amplas, gerais e irrestritas.
não consigo.
não tenho conseguido.
ando em dias de impossibilidades. amplas, gerais e irrestritas.
C. - 7:05 PM
Quinta-feira, Junho 15, 2006
Por trás disso tudo que venho construindo, existe um pavor enorme que evito olhar de frente.
C. - 11:42 AM
Quarta-feira, Junho 07, 2006
Ando com a exata, e inédita, noção da passagem do tempo. pela primeira vez em quase trinta e um anos de vida dou-me conta de que o céu não é o limite.
ademais as pequenas linhas no canto da boca e ao redor dos olhos, já coleciono algumas frustrações que um dia a deliciosa onipotência juvenil me fez jurar nunca ter por perto.
tenho dores adormecidas, lutas perdidas, palavras caladas, possibilidades adiadas e o mais grave: tenho consciência de tudo isso. como que se despertasse.
dou-me conta de que ser chamada de senhora pelo rapaz do supermercado é agora um modo corrente de tratamento. daí pra frente só tende a piorar: tia, vovó, velhinha... até virar referência pra coisa usada.
mas a sensação mais chocante foi a de quando percebi que meus pais envelheceram, quase que de repente. a impressão é a de que fiquei ausente por muitos anos, retornando e os encontrando assim. gastos.
a constatação de que já não se tem a vida toda, de que tudo pesa mais e de que a finitude dos que nos são caros torna-se de fato um fato, é cruel. como se o futuro, sempre tão distante, enfim chegasse.
ademais as pequenas linhas no canto da boca e ao redor dos olhos, já coleciono algumas frustrações que um dia a deliciosa onipotência juvenil me fez jurar nunca ter por perto.
tenho dores adormecidas, lutas perdidas, palavras caladas, possibilidades adiadas e o mais grave: tenho consciência de tudo isso. como que se despertasse.
dou-me conta de que ser chamada de senhora pelo rapaz do supermercado é agora um modo corrente de tratamento. daí pra frente só tende a piorar: tia, vovó, velhinha... até virar referência pra coisa usada.
mas a sensação mais chocante foi a de quando percebi que meus pais envelheceram, quase que de repente. a impressão é a de que fiquei ausente por muitos anos, retornando e os encontrando assim. gastos.
a constatação de que já não se tem a vida toda, de que tudo pesa mais e de que a finitude dos que nos são caros torna-se de fato um fato, é cruel. como se o futuro, sempre tão distante, enfim chegasse.
C. - 7:44 PM
Domingo, Junho 04, 2006
Imaginei que hoje acordaria péssima e passaria péssima todo o dia.
mas que nada.
incomodou bem de levinho, como corte no dedo com folha de papel ofício. daquele tipo que nem sangra, mas fica ardendo chatinha só pra gente lembrar.
dei uma geral nas coisas, assisti pela quinta vez um daqueles filmes "toda-relação-tende-ao-fracasso-mais-cedo-ou-mais-tarde", comi brigadeiro de colher e agora estou bem pacas. comigo.
mas que nada.
incomodou bem de levinho, como corte no dedo com folha de papel ofício. daquele tipo que nem sangra, mas fica ardendo chatinha só pra gente lembrar.
dei uma geral nas coisas, assisti pela quinta vez um daqueles filmes "toda-relação-tende-ao-fracasso-mais-cedo-ou-mais-tarde", comi brigadeiro de colher e agora estou bem pacas. comigo.
C. - 9:07 PM
